segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

ALFABETIZAÇÃO - JOGOS

JOGO DAS SÍLABAS

Componentes:

- cartelas de papel cartão com figuras (figuras de revistas e cartilhas velhas) coladas e divididas de acordo com a quantidade de sílabas das figuras;

- recortes de papel com as sílabas dos nomes de cada figura;

- caixa de sapato encapada com uma abertura na tampa.

Finalidade: Montar o nome das figuras utilizando as sílabas.

Número de participantes: Toda a turma dividida em grupos.

Regras:

  • Distribuir as cartelas entre os grupos.
  • Um aluno de cada grupo deverá ir até a caixa e retirar uma sílaba.
  • De volta ao grupo, deverão ver se a sílaba faz parte de alguma das palavra das cartelas.
  • Se não fizer parte, deverão guardá-la para, no final, trocarem com os outros grupos.
  • Depois de terminarem todas as sílabas da caixa, os grupos deverão negociar as trocas. Exemplo: “Nós temos o pedacinho “ta” e precisamos do pedacinho “lha”, algum grupo quer trocar conosco o “ta”"pelo “lha?

Este jogo, que propicia ao aluno silábico-alfabético formular novas hipóteses de escrita e avançar para o nível alfabético, é bastante apreciado pelas crianças.

CARACOL DO ALFABETO

Como proceder:

- Desenhar, no chão, um caracol bem grande com todas as letras do alfabeto.

- Confeccionar um dado grande com caixa de papelão.

Finalidade: Chegar primeiro no final do caracol.

Número de participantes: todos os alunos.

Regras:

  • Formar uma fila na entrada do caracol.
  • O primeiro da fila lança o dado e anda a quantidade correspondente ao número sorteado no dado.
  • A professora faz perguntas para toda turma: Que letra é essa? Tem algum aluno na turma cujo nome começa com essa letra? Quem? Que outras coisas também começam com essa letra?
  • Repetir o procedimento com todos.
  • Vence o jogo quem chegar primeiro no final do caracol.

Variação: Cada aluno procura a casinha com a primeira letra do seu nome e se coloca dentro dela. Fazer perguntas do tipo: Em qual casinha do caracol está o Mateus? Qual casinha vem antes da casinha da Giovanna? Por quais casinhas a Maria Helena precisa passar para chegar na casinha da Sílvia?


ATRAVESSANDO O RIO

Material: desenhar no chão a paisagem de um rio. Confeccionar fichas, em forma de pedras, com os nomes dos alunos.

Finalidade: atravessar o rio lendo todos os nomes.

Número de participantes: toda turma dividida em dois grupos.

Regras:

  • Convidar um aluno de cada grupo para atravessar o rio sem cair.
  • Os alunos deverão atravessar o rio lendo os nomes que estão escritos nas pedras.
  • Os outros componentes do grupo poderão ajudar quando houver dificuldade.
  • Aquele que errar, cai no rio e se afoga, perdendo ponto para o seu grupo.
  • O aluno que pular todas as pedras, sem cair, ganha ponto para o seu grupo.

Variação: A professora dita os nomes e os alunos escrevem nas pedras.

OBS.: Estes jogos fazem parte de um arquivo de jogos que montei há muito tempo. Achei-os vasculhando a internet. Infelizmente, nao tomei a precaução de anotar o endereço de quem os divulgou em primeira mão. Lamento.


domingo, 7 de fevereiro de 2010

ACREDITE EM VOCÊ

DEUS É UM DJ

LEITURA E ESCRITA DE NOMES PRÓPRIOS


Nome
O nome próprio é um modelo estável de escrita. O trabalho com nomes informa as crianças sobre as letras, a quantidade, a posição e a ordem delas; permite o contato com diferentes sílabas e diferentes tamanhos de palavras, além de favorecer a aquisição da base alfabética.

Objetivo
. Registrar e reconhecer o próprio nome e dos/as colegas. Reconhecer o uso funcional do texto.

Desafios colocados aos alfabetizandos/as
. Tentar ler antes de saber ler convencionalmente.
. Estabelecer correspondência entre partes do oral e partes do escrito, ajustando o que sabem de cor à escrita convencional.
. Acionar estratégias de leitura que permitam descobrir o que está escrito e onde.

Sugestões de atividades
. Jogos: bingo, dominó, caça-nomes, cruzadinha, quebra-cabeça, forca e lacunado com os nomes
dos/as alfabetizandos/as.
. Montar nomes com alfabeto móvel.
. Caixa de palavra-texto (nomes dos alunos) para realização de leituras diárias.
. Lista dos nomes dos/as alfabetizandos/as, dos/as professores/as ou funcionários/as da escola.
. Classificar nomes dos/as alfabetizandos/as de acordo com: número de letra, de sílaba.
. Identificar letras do próprio nome em embalagens e rótulos.
. Criação de novos nomes a partir das primeiras sílabas de um e das últimas de outro, por exemplo:
ROBERTO – ROMÁRIO; PAULA – LARISSA.
. Procurar nomes escondidos dentro de outros nomes, por exemplo. LUCÉLIA = LU + CÉLIA;
JULIANA = JULIA + ANA.
. Transformação de nomes: nomes femininos em masculinos ou vice-versa – ANGELA =
ANGELO; nomes em seus diminuitivos ou aumentativos – PAULO = PAULINHO = PAULÃO;
nomes em plural – CLARA = CLARAS.

O QUE MAIS FAZER?
Ensine a turma a utilizar os nomes do cartaz como fonte de informação sobre a escrita de uma forma geral. Para tanto, sempre que puder, compare a escrita de outras palavras com a escrita dos nomes nele listados. Quando surgirem dúvidas sobre a escrita de palavras entre os alunos, sugira que eles busquem a solução em determinados nomes do cartaz.
Compare os nomes analisando não apenas as letras iniciais, mas também as letras finais, as letras do meio das palavras etc.
Proponha outras análises seguindo um encaminhamento semelhante ao aqui proposto, tendo como apoio a lista com os nomes da turma que os alunos receberam: Quais nomes terminam com “a” e quais terminam com “o”? São nomes de meninas ou de meninos? Com quais outras letras terminam os nomes das meninas? E os nomes dos meninos? Quais nomes têm mais letras? Quais têm menos letras? Qual a letra que mais aparece ao final dos nomes da sua turma?
Em outra ocasião peça que os alunos comparem seu próprio nome com os nomes da lista, utilizando também os crachás. Com que letra começa seu nome? Qual outro nome da lista começa com a mesma letra? Com que letra termina seu nome? Qual outro nome da lista termina com a mesma letra? Qual a letra que mais aparece no início dos nomes da sua turma?

Ao organizar o trabalho com os nomes de seus alunos, é importante considerar uma diversidade de situações de leitura e escrita, tais como:
- Escrever na lousa os nomes dos ajudantes do dia (aqueles alunos que irão lhe ajudar em algumas tarefas, como entregar os materiais para a turma). O desafio dos alunos será o de descobrir quem são os ajudantes, lendo os nomes que você registrou. Caso ninguém descubra, conte para a turma quem são os ajudantes, destacando algumas informações sobre a escrita dos nomes deles (nomes que começam ou terminam com a mesma letra, nomes compostos, nomes de meninas que terminam com a letra “a” e de meninos que terminam com a letra “o”, por exemplo).
- Fazer a chamada dos alunos utilizando material escrito como apoio (no caso, os crachás dos alunos).
1. Você lê e mostra os crachás, procurando destacar alguma informação sobre a escrita dos nomes. 2. Você mostra o crachá e desafia a turma (ou um aluno) a ler o nome nele registrado (dê dicas que destaquem elementos da escrita dos nomes – como já mencionado no item anterior – e/ou forneça informações sobre a aparência, as preferências etc.).
- Pedir que eles escrevam o nome em pelo menos um dos trabalhos propostos no dia. O encaminhamento pode variar: sem consulta (ou seja, conforme as suas hipóteses, resultando em um registro não convencional do nome), com consulta ao colega (favorecendo a troca de idéias), com consulta a algum material escrito (exemplo: o cartão de nome colado no caderno, ou o cartaz com os nomes afixado na sala de aula).

CLIQUE AQUI para obter outras sugestões de como trabalhar com a identidade e o nome próprio da criança.

CARÁTER


"O melhor indicador do caráter de uma pessoa é: a) como ela trata as pessoas que não podem lhe trazer benefício algum, e b) como ela trata as pessoas que não podem revidar."
--Abigail van Buren

sábado, 6 de fevereiro de 2010

SITE INTERESSANTE

Vale a pena visitar este site (CLIQUE SOBRE A IMAGEM). Foi lá que encontrei o artigo sobre a obra "A paixão segundo G. H." , de Clarice Lispector.

A PAIXÃO SEGUNDO G. H., DE CLARICE LISPECTOR


A Paixão segundo G. H., romance de 1964 de Clarice Lispector, é uma obra inquietante, angustiante e, ao mesmo tempo, intrigante. Nesse romance, Clarice Lispector consegue transmitir ao leitor as preocupações de ordem emocional da personagem G. H., uma mulher bem-sucedida profissionalmente, mas que não conhece a sua própria identidade e, por isso, vai em busca do conhecimento interior.

É através de um universo de questionamentos e reflexões que o leitor toma contato com a atmosfera de instabilidade emocional em que G. H. se encontra, nela mergulhando conforme apresenta a narradora no início da narrativa: "[...] estou procurando. Estou tentando entender".

É em um pequeno quarto, estimulada pela visão de uma desprezível, nojenta e escatológica barata que se desencadeia, em G.H., todo um processo interno de reflexão e de busca de identidade. Ela experimenta, diante da barata viva, aquilo que considera a sua pior descoberta: "a de que o mundo não é humano. E de que não somos humanos".

A narrativa foge ao padrão convencional ao tratar dos problemas do ser consigo mesmo e com o mundo, resultando daí o chamado romance introspectivo. Os pensamentos são transcritos conforme eles surgem à cabeça da personagem – técnica que recebe o nome de fluxo de consciência. Assim, a literatura introspectiva e intimista de Clarice Lispector fixa-se na crise do próprio indivíduo. Tal forma de narrar é um convite para que o leitor se atire nessa atmosfera que busca, acima de tudo, a compreensão do ser humano. LEIA MAIS.

SABÃO DE ÓLEO


Ingredientes:
5 litros de óleo vegetal usado (evite usar o óleo no qual fritou peixes ou frutos do mar)
1 litro de água
1 litro de soda cáustica líquida
1 copo de desinfetante de sua preferência
ou essência (óleo aromático, ervas, etc.)

Modo de Preparo:
Coe o óleo para separar as impurezas(improvise um coador usando o tecido de meia-calça de mulher ou utilize a peneira de coar leite).
Coloque em uma vasilha plástica o óleo e a água fervendo, misture os dois e, na seqüência, coloque a soda e o desifetante (ou a essência aromática).
Obs.: a essência pode ser encontrada em lojas de produtos para fazer perfume, sabonete e coisas do gênero.
Mexa sem parar por uma hora e dez minutos.
Despeje o conteúdo em caixinhas de leite ou suco longa vida e aguarde até que o sabão endureça.
Corte o sabão em pedaços e o use para lavar roupa, louça e tapetes.
IMPORTANTE! Durante o preparo do sabão, use uma máscara ou pano de proteção para cobrir o rosto e proteja os olhos, pois o cheiro e o vapor da soda cáustica podem causar mal-estar. Use luvas e utensílios de madeira ou plástico e mantenha uma distância segura ao preparar a mistura.Trabalhe em ambiente aberto (terraço, quintal, sacada, etc).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Escrever corretamente exige muito cuidado e pesquisa. Uma das regras mais complicadas da nova ortografia diz respeito ao uso ou não do hífen em algumas palavras. A fim de tornar a escrita menos árdua, segue uma lista dos vocábulos e expressões mais utilizados na língua portuguesa, grafados de acordo com a nova ortografia:

A

a fim de
à queima-roupa
à toa 1
à vontade
abaixo-assinado
ab-rupto 2
acerca de
aeroespacial
afro-americano
afro-asiático
afro-brasileiro
afrodescendente
afro-luso-brasileiro
agroindustrial
água-de-colônia
além-Brasil
além-fronteiras
além-mar
amor-perfeito
andorinha-do-mar
anel de Saturno
anglomania
anglo-saxão
ano-luz
antessala
antiaderente
antiaéreo
antieconômico
anti-hemorrágico
anti-herói
anti-higiênico
anti-ibérico
anti-imperialista
anti-infeccioso
anti-inflacionário
anti-inflamatório
antirreligioso
antissemita
antissocial
ao deus-dará
arco e flecha
arco-da-velha
arco-íris
arqui-inimigo
autoadesivo
autoafirmação
autoajuda
autoaprendizagem
autoeducação
autoescola
autoestima
autoestrada
auto-hipnose
auto-observação
auto-ônibus
auto-organização
autorregulamentação
ave-maria
azul-escuro

B

Baía de Todos-os-Santos
belo-horizontino
bem-aventurado
bem-criado
bem-dito
bem-dizer
bem-estar
bem-falante
bem-humorado
bem-me-quer
bem-nascido
bem-te-vi
bem-vestido
bem-vindo
bem-visto
bendito (= abençoado)
benfazejo
benfeito
benfeitor
benfeitoria
benquerença
benquerer
benquisto
bico-de-papagaio (planta)
bio-histórico
biorritmo
biossocial
blá-blá-blá
boa-fé
bumba meu boi

C

café com leite
calcanhar de aquiles
cão de guarda
carboidrato 3
causa-mortis (a...)
centroafricano 4
centro-africano 5
circum-murado
circum-navegação
coabitação
coautor
cobra-d'água
coco-da-baía
coedição
coeducação
coenzima
coerdar
coerdeiro
coexistente
coexistir
cofator
coirmão
comum de dois
conta-gotas
contra-almirante
contra-ataque
contracheque
contraexemplo
contraindicação
contraindicado
contraofensiva
contraoferta
contraordem
contrarregra
contrassenha
contrassenso
coobrigação
coocupante
coocupar
cooptar
cor de café
cor de café com leite
cor de vinho
cor-de-rosa
couve-flor
criado-mudo

D

decreto-lei
dente-de-leão
depois de amanhã
desumano
deus nos acuda (um...)
dia a dia 6
disse me disse (um...)
doença de Chagas

E

em cima
embaixo
entre-eixo
euro-asiático
eurocêntrico
ex-almirante
ex-diretor
ex-presidente
ex-primeiro-ministro
ex-secretária
extra-alcance
extraclasse
extraescolar
extrafino
extraoficial
extrarregular
extrassolar
extrauterino

F

faz de contas (um ...)
feijão-verde
fim de século
fim de semana
folha de flandres
francofone

G

general de divisão
geo-história
giga-hertz
girassol
grã-fina
grão-duque
grão-mestre
Grão-Pará
guarda-chuva
guarda-noturno
Guiné-Bissau

H

habeas-corpus (o...)
hidroelétrico
hidrelétrico
hidrossolúvel
hidroterapia
hipermercado
hiper-raquítico
hiper-realista
hiper-requintado

I

inábil
indo-chinês 7
indochinês 8
indo-europeu
infra-assinado
infra-axilar
infraestrutura
infrassom
inter-hemisférico
inter-racial
inter-regional
inter-relacionado
intramuscular
intraocular
intraoral
intrauterino
inumano

J

joão-de-barro
joão-ninguém

L

latino-americano
lenga-lenga
luso-brasileiro
lusofobia
lusofonia

M

macroestrutura
macrorregião
madressilva
mãe-d'água
má-fé
mais-que-perfeito
mal de Alzheimer
mal-acabado
mal-afortunado
malcriado
malditoso
mal-entendido
mal-estar
malgrado
mal-humorado
mal-informado
má-língua
mal-limpo
malmequer
malnascido
malpassado
malpesado
malquerer
malquisto
malsoante
malvisto
mandachuva
manda-lua
manda-tudo
maria vai com as outras
médico-cirurgião
mesa-redonda
mestre-d'armas
microcirurgia
microempresa
microestrutura
micro-ondas
micro-organismo
microssistema
minicurrículo
minissaia
minissérie
multissegmentado

N

não agressão
não fumante
não me toques 9
não violência
não-me-toques 10
neoafricano
neoexpressionista
neoimperialista
neo-ortodoxo
norte-americano

O

olho-d'água

P

pan-africano
pan-americano
pan-hispânico
para-brisa
para-choque
para-lama
paraquedas
paraquedismo
paraquedista
para-raios
pé-de-meia
pingue-pongue
plurianual
poli-hidratação
pontapé
ponto e vírgula
por baixo de
por isso
porta-aviões
porta-retrato
porto-alegrense
pós-graduação
pospor
pós-tônico
predeterminado
preenchido
pré-escolar
preexistente
preexistir
pré-história
pré-natal
pré-nupcial
pré-requisito
pressupor
primeiro-ministro
primeiro-sargento
pró-ativo
proeminente
propor
pró-reitor
pseudo-organização
pseudossigla

Q

quem quer que seja

R

reabilitar
reabituar
reaver
recém-casado
recém-eleito
recém-nascido
reco-reco
reedição
reeleição
reescrita
reidratar
retroalimentação
reumanizar

S

sala de jantar
segunda-feira
sem-cerimônia
semiaberto
semianalfabeto
semiárido
semicírculo
semi-interno
semiobscuridade
semirrígido
semisselvagem
sem-número
sem-vergonha
sobreaquecer
sobre-elevação
sobre-estimar
sobre-exceder
sobre-humano
sobrepor
social-democracia
social-democrata
sociocultural
socioeconômico
subalimentação
subalugar
subaquático
subarrendar
sub-brigadeiro
subemprego
subestimar
subdiretor
subumano
subfaturar
sub-reitor
sub-rogar
sul-africano
superestrutura
super-homem
super-racional
super-resistente
super-revista
supraocular
suprarrenal
suprassumo

T

tenente-coronel
tico-tico
tio-avô
tique-taque
tomara que caia

U

ultraelevado
ultrarromântico
ultrassecreto
ultrassensível
ultrassom
ultrassonografia

V

vaga-lume
vassoura-de-bruxa
verbo-nominal
vice-almirante
vice-presidente
vice-rei
vira-casaca

X

xique-xique 11
xiquexique 12

Z

zás-trás
zé-povinho
zigue-zague
zum-zum

1 como adjetivo ou como advérbio.
2 preferível esta forma a "abrupto", também correta.
3 a forma carbo-hidrato também está correta.
4 refere-se à República Centroafricana.
5 refere-se à região central da África.
6 como substantivo ou como advérbio.
7 quando significar Índia + China; indianos + chineses.
8 referente à Indochina.
9 significando "facilidade de magoar-se".
10 planta.
11 chocalho.
12 planta.

Este quadro está apoiado nas obras:
BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2008.
INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, Houaiss/Publifolha, 2008.
GOMES, Francisco Álvaro. O Acordo Ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008.

Fonte: REFORMA ORTOGRÁFICA: Minivocabulário.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

VIVER PARA O CONSUMO


Viver para o consum0


Obra do francês Jean Baudrillard, morto em 2007, critica o imperativo contemporâneo do consumir e das imagens que substituem a realidade.


POR MARCELO GALLI

Clique sobre a imagem e leia a matéria completa.

CONJUGAÇÃO DE VERBOS


Escrever é um prazer e uma arte. Escrever corretamene, então, é uma necessidade imprescindível no universo letrado em que vivemos, e no qual as TICs nos colocam diante de uma nova realidade: nossa condição de consumidores e produtores de conhecimento. A habilidade da escrita, o escrever bem, torna-se um diferencial num espaço que não tem primado pelo amor ao pensamente e à linguagem como atributos singulares de humanos que se fazem mais humanos à medida que se abrem ao conhecimento. Cultivemos a flor do Lácio!

ALFABETO VAZADO



As letras vazadas poderão ser utilizadas em diversas atividades de alfabetização, que vão desde a pintura das letras (motricidade fina), ou colagem de papel picado, por exemplo, à escrita do nome do aluno ou de outras palavras (escrita livre ou direcionada).

AUTUMN LEAVES

domingo, 31 de janeiro de 2010

BOLSA - FAMÍLIA

O DIA EM QUE LULA FALOU A VERDADE

sábado, 30 de janeiro de 2010

SELINHO E PROMOÇÃO


Recebi este selinho da minha amiga Vanessa Vieira do blog Transformando vidas.
Agradeço pelo carinho e gentileza.

Minha resposta:

Em 2010 eu quero:
- Tornar-me uma pessoa mais tolerante, mais generosa e mais confiante;
- melhorar profissionalmente (será preciso continuar estudando);
- ser uma mãe mais presente e participante.

REPASSO O SELINHO PARA:

Célia, do blog Deficiência visual e educação;

Cléa Schelbauer, do blog Professora Cléa; e

Gisele Brasil, do blog Vaca amarela impressóes pedagógicas.

REGRAS:
1. Postar o selinho;
2. responder à questão: Em 2010 eu quero...;
3. Indicar três blogs para o repasse do selinho;
4. Aguardar o resultado da promoção que o acompanha e que consiste no seguinte:
Os participantes concorrerão a três livros previamente listados. Dois deles serão sorteados e o terceiro será oferecido para quem apresentar a melhor resposta à indagação "Em 2010 eu quero...".
A criadora deste selinho e da promoção que o acompanha é a Elaine do blog http://elainegaspareto.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

IMAGINE



Professor surdo, oralizado (treinado para pronunciar), leva turma de alunos "normais", para assistirem a uma apresentação musical de surdos.

sábado, 16 de janeiro de 2010

INSTRUÇÕES PARA CORRUPTOS


Copio sim, e afinal, quem não o faz? inda mais quando é coisa boa feito o discurso de um sujeito porreta que encontrei no universo virtual. Vejam só os conselhos que o Paulo (uau, até parece que já sou íntima do colega blogueiro!) dá (e ainda dizem que conselho bom a gente vende) para a cambada de maus políticos, que prolifera tanto lá (em Portugal) quanto cá. Se eu fosse você (vou assistir ao 2 hoje), iria daqui retinho pro blog do Paulo (FILHOS DE UM DEUS MENOR), só pra conferir o que ele anda dizendo.

VOILÀ.

Realiza todos os teus actos na sombra, em silêncio, sem provas, sem testemunhas, longe de documentos e especialmente de telemóveis.
No caso de seres apanhado, grita inocência até ao fim, marca conferências de imprensa para proclamares o teu horror e quando te confrontares com a tua consciência, diz a ti próprio que fizeste tudo para bem do Povo e dos seus representantes.
Procura uma sociedade secreta. Afinal..há magistrados na Maçonaria, na Opus Dei, nos partidos políticos, no futebol e, também, no "Céu".
Se puderes, dá uma ajudinha na feitura das leis de forma a serem feitas à tua medida. Elas sucedem-se umas às outras, sem que estejam consolidadas as anteriores...
Tenta "comprar" um título de doutor pois sempre te dá um certo "ar" de intelectual, mesmo que não sejas poliglota.
Tenta encontrar "bodes expiatórios" enquanto as cartas rogatórias se demoram entre fronteiras e burocracias.
Em ultima instância, avoca o processo a ti e demora-o na "salgadeira" da prescrição enquanto ofereces esmola aos pobres e/ou foges da comunicação social como o "Diabo da cruz".
Quando a comunicação social te fizer o "cerco" afasta-a para escândalos fictícios enquanto constróis os teus próprios abrigos.

SELINHO

Selinho que a carinhosa Pri, do blog Educação infantil: espaço para ser feliz ofereceu a mim e a outras companheiras. Obrigada e um grande abraço.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

BLOG MARIA MARACUJÁ


Hoje tive o prazer de conhecer um blog para lá de bacana. O Maria Maracujá (adorei o nome) relata o dia-a-dia, o desenrolar de um projeto desenvolvido na cidade de Corumbataí do Sul, sob a coordenação de Ivana Guilherme Simili - professora do Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Estadual de Maringá (PR), cuja linha de pesquisa está relacionada à história das mulheres e de gênero. Ivana é também uma das coordenadoras do Grupo de Pesquisas CNPq - Pedagogias do Corpo e da Sexualidade (Gepecos). Nos dias em que se reúnem, os membros do projeto preparam oficinas de noções de moda, cooperativismo, artesanato, confecção de acessórios de moda, reaproveitamento, roupas e afins para as mulheres da cidade. A equipe MM – Maria Maracujá – produz, ainda, acessórios de moda especializados destinados à venda. O projeto Maria Maracujá tem por objetivo transformar as condições de vida e de renda das participantes por meio da criação de moda sustentável.
Não deixe de visitar o blog e de se inteirar do belíssimo trabalho proposto pelo Maria Maracujá, até porque, iniciativas como esta devem ser, além de prestigiadas, copiadas e levadas adiante com gosto.

SOBRE ALBERT CAMUS - um texto de Maria Clara Luchetti Bingemer


Maria Clara Lucchetti Bingemer

No dia quatro de janeiro de 1960, há exatamente cinqüenta anos atrás, morria Albert Camus. De acidente e prematuramente. De surpresa, como era sua vida e sua obra. Homem de extremo talento, francês argelino, filho de mulher simples e afetuosa a quem sempre dedicou grande afeto. O pai morreu na guerra de 1914, o que obrigou a mãe a mudar-se para um bairro operário, fazendo com que o filho conhecesse cedo a mordida da pobreza e da dificuldade de vida.

Escritor brilhante e pensador instigante, Camus desde cedo se debateu entre a grandeza de seu espírito e o fascínio pela Transcendência que o levou inclusive a elaborar sua tese de doutorado sobre Santo Agostinho e, ao receber o Premio Nobel de literatura, a recolher-se antes de ir à Suécia, nos aposentos da filósofa e mística Simone Weil, a quem muito admirava e o absurdo da existência que o levava a questionamentos bem próximos da Teodicéia.

No entanto, não se devem simplificar suas posições sobre a existência de Deus dizendo-o simplesmente ateu. Camus é na verdade, anti-teísta. Critica o Deus que a Tradição das Igrejas cristãs disseminaram no Ocidente questionando-lhe a veracidade diante do sofrimento do mundo e da existência do mal. A existência humana é por ele entendida a partir do mito de Sísifo, que se esforça descomunalmente para levar morro acima uma enorme pedra e a cada dois passos que vence na subida, é forçado a descer outros tantos e mais pelo peso da pedra. O absurdo deste perpétuo e fracassado esforço leva Camus a questionar-se se realmente existe um sentido para a vida e a perguntar-se por que o Criador permanece em silencio diante de tantos mistério insondáveis.
Talvez entre seus livros, o que mais questione a teologia seja o maravilhoso romance “A peste”. Em uma cidade que pode ser o mundo, ratos desencadeiam uma mortal epidemia que não poupa ninguém. Pouco a pouco todos vão caindo: mulheres, jovens, crianças, vitimados pela horrível doença que não escolhe suas vítimas. O protagonista, o médico Rieux, ateu, se pergunta incessantemente, enquanto dedica o melhor de seus jovens anos a cuidar dos doentes terminais: Por quê? Por quê?

Seu jovem auxiliar, Tarrou, morre em seus braços, e a pergunta não cessa de lhe vir aos lábios: Pode-se ser um santo sem Deus? Confrontado com o personagem de Rieux, o Pe. Paneloux afirma a existência de Deus com o discurso tradicional da fé. O romance termina e todos os que o lemos sabemos que a pergunta de Camus não é sem fundamento. Porque conhecemos tantos e tantas pessoas que viveram e vivem essa santidade sem Deus; esse ateísmo honesto e cheio de espírito que recusa um Deus imposto que nada lhes diz e que se resume a uma repetição de fórmulas e normas sem uma experiência que faça sentido e uma prática coerente.

As jovens gerações já não lêem Camus, sua obra literária e filosófica. Juntamente com Sartre, foi responsável por toda uma corrente de pensamento que revolucionou o pensamento do século XX, o existencialismo. Em tempos de razão tão cínica e cética como os nossos, haveria que volver a estudar Camus – ouso dizer – mais que Sartre. Como não voltar a seus fascinantes romances “O estrangeiro”, “A peste”, a seus ensaios profundos “O mito de Sísifo”, enfim como não debater todas as questões tão profundas e tão atuais que esse argelino levantou não apenas para uma geração mas para todas, inclusive a nossa?

Do limiar da segunda década do século XXI, em plena secularização, quando a vivencia da fé tem que enfrentar-se com uma cada vez maior desinstitucionalização, a teologia mesmo se pergunta diante da obra camusiana: como dialogar com os santos sem Deus, com os místicos sem Igreja do mundo de hoje? Não seriam talvez eles e elas os grandes parceiros e interlocutores dos quais deveríamos aproximar-nos para tentar construir um mundo melhor? Que os cinqüenta anos da morte de Camus e sua celebração possam inspirar-nos neste sentido.

Fonte: AMAI-VOS.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ENVELOPES













Modelos de envelopes encontrados na net. Para ver mais clique aqui.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

LIBERDADE


sempre cecília...

Liberdade

Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se tem até morrido com alegria e felicidade.
Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à propria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam "Liberdade, Igualdade e Fraternidade!"; nossos avós cantaram: "Ou ficar a Pátria livre/ou morrer pelo Brasil!"; nossos pais pediam: "Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós", e nós nos recordamos todos os dias que "o sol da liberdade em raios fúlgidos/brilhou no céu da Pátria..." - em certo instante.
Somos, pois criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.
Ser livre - como diria o famoso conselheiro... - é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autônomo e de teleguiado - é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.)
Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes.
Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir. (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa no percurso...)
Os papagaisos vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento!...
Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.
E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos!...
São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso de LIBERDADE. Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.
Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos que falam de asas, de raios fúlgidos - linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...


MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. Editora Record. Rio de janeiro-RJ, p.9.

VÍDEOS EDUCATIVOS GRATUITOS

GUIA TEÓRICO DO ALFABETIZADOR


Ótima leitura para os alfabetizadores, o livro GUIA TEÓRICO DO ALFABETIZADOR, escrito por Miriam Lemle, da editora Ática, trata de conceitos referentes aos sons da fala, à relação entre os sons da fala e as letras da língua escrita, às diferentes maneiras como essas variações de pronúncia podem afetar a aprendizagem da língua escrita e à distinção entre língua escrita e língua falada.

Referência: LEMLE, Miriam. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo: Ática, 2007.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

POR ONDE ANDARÁ A TAL CIDADANIA?

Há certos acontecimentos e determinadas atitudes que nos causam extrema indignação. Foi o que ocorreu comigo hoje no local onde fui buscar orientações sobre o novo plano de carreira do professor. A primeira funcionária a quem interpelei atendeu-me com uma má vontade flagrante. Já a segunda, atendeu-me como se fosse um zumbi (tanto eu quanto ela). Não deu outra. Entrei e falei com uma terceira pessoa a quem expus a minha revolta. " -Onde já se viu, falei - dispensar um atendimento assim inadequado e desrespeitoso justamente aos educadores, cuja obrigação principal é formar cidadãos conscientes? Que cidadão é este que se pretende que eu vá formar, se todas as falas e ações a mim dirigidas usurpam o meu munus de cidadã, se o tratamento que recebo põe em evidência a minha fragilidade diante de um sistema que não respeita os meus direitos mais comezinhos? Durante quase uma hora aguardei para ser atendida por um funcionário habilitado e, educado(porque, felizmente, lá há também gente assim, que nos trata com educação). É claro que não consegui falar com ele, pois o tempo exíguo e o sentimento de impotência crescente me enxotaram do tal lugar antes que pudesse contatá-lo.
Vim para casa pensando com os meus botões: "pois é, minha cara, este mundo tão vasto está repleto de gente que diz "faça o que digo, não faça o que faço!" E me recordei de um outro ditado, não menos caro: "as palavras soam, os exemplos retumbam."
Não me julguem com severidade e sem conhecimento de causa. Por favor, não suponham que tais sentimentos são frutos de ânimos exaltados, ou de uma visão distorcida dos fatos, porque o mea culpa que fiz antes de expor os meus pensamentos marcou cada palavra aqui registrada com o sinete da veracidade. Estou absolutamente convicta daquilo que falo.
E naõ, não estou clamando por um tratamento diferenciado, cerimonioso. O que quero, o que exijo, é o tratamento que mereço, que todos nós, enquanto cidadãos e pagadores de impostos merecemos. O que diriam aqueles mesmos funcionários se estivessem aguardando por um atendimento na fila de um banco? Não seriam eles assaltados pelos mesmos sentimentos e cosntatações que ora me provocam dissabores? E se alguém os atendesse do mesmo modo como fui atendida, a que conclusões chegariam? Certamente eles se dariam conta da sua condição de sujeitos espoliados daquile que constitui o seu direito mais simples: o de ser tratado como gente!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

PARA SEMPRE...CECÍLIA MEIRELES



A arte de ser feliz

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dia límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz!

Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de fores. Para aonde iam aquelas flores? quem as comprava? em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? e que mãos as tinham criado? e que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira largava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu que participava do auditório imaginava os assuntos e suas peripécias – e me sentia completamente feliz.

Houve um tempo tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes um galo canta. Às vezes um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. Editora Record. Rio de janeiro-RJ, p. 24.


EDUCAÇÃO X MÍDIA X FORMAÇÃO HUMANA

Em todas as salas de aula pelo mundo afora sempre haverá aquele aluno que, por uma razão ou outra se destaca. Na minha não foi diferente. Ninguém se esquecerá do nosso amigo Rafael, tampouco do seu amor pelo conhecimento, do seu afinco em estudar, do carinho e respeito com que sempre tratou a todos, colegas e professores. É raro nos depararmos com tantas virtudes concentradas num homem tão jovem. O Rafael fez o concurso da UEM para o mestrado em educação e passou, obviamente. Leiam o texto dissertativo que ele escreveu na prova. Não se trata, como ele mesmo declarou, de um dos seus melhores escritos e, nós sabemos disso. Entretanto, o amigo esqueceu-se de mencionar o tempo exíguo para desenvolver o tema e, pior que isso, a pressão imposta pela situação. Apreciem, pois, meus caros, o resultado do estudo e da leitura na formação de uma mente jovem e brilhante como a do nosso amigo RAFAEL SANTIN.

Educação, mídia e formação humana na sociedade da informação e do conhecimento.


A educação é um processo com o qual as sociedades se preocuparam ao longo da história. Com efeito, segundo Émile Durkheim, a educação consiste na ação que os adultos realizam sobre os mais jovens com o fim de prepará-los para a vida em sociedade. Nesse sentido, este importante sociólogo do século XIX afirma que o processo educativo dá-se de maneira diversa nas diferentes civilizações. Os atenienses, por exemplo, preocupavam-se em formar o cidadão da polis e, por isso, privilegiavam alguns princípios, valores, normas e conhecimentos a serem transmitidos às novas gerações, de modo que a própria sociedade da qual faziam parte se conservasse e desenvolvesse.
Nesta perspectiva, podemos refletir sobre a educação no contexto da sociedade ocidental contemporânea. Evidentemente, a discussão sobre a educação na atualidade é vasta e complicada, refletindo a complexidade do próprio fenômeno. Um dos aspectos bastante importante é a formação do ‘usuário’ das tecnologias de informação e comunicação. Alguns autores, como Nelson Pretto e Vani Kenski, analisam este tópico numa perspectiva crítica, ressaltando que o próprio uso de novas tecnologias na escola evidencia a preocupação equivocada de educar os homens para ‘consumir’ as tecnologias e as informações. Pretto afirma que, diante disso, é preciso mudar a forma de educar, considerando o acelerado processo de inovação tecnológica e de disseminação de informações como parte do movimento histórico da sociedade contemporânea. Entendemos que isto significa não negligenciar a necessidade de formar o homem em sua totalidade.
Para pensarmos a formação humana na perspectiva da totalidade, recorremos outra vez às idéias de Durkheim.
Em Educação e Sociologia, Durkheim afirma que a educação é um processo uno e múltiplo ao mesmo tempo. Uno porque tende transmitir princípios e conhecimentos necessários a todos os indivíduos que compõem uma sociedade e múltipla porque as pessoas ocupam diferentes lugares e desempenham diferentes funções. Assim, na perspectiva deste autor, a educação teria uma dimensão geral e outra particular, relacionadas no sentido de que ambas são essenciais para a organização social.
Entendemos que é um erro transpor para a contemporaneidade o pensamento de um autor do século XIX. De acordo com Marc Bloch, importante historiador do século XX, é equivocado considerar que estudar o passado pode fornecer-nos subsídios para resolvermos os problemas do presente. Contudo, autores clássicos, como Durkheim, podem nos ajudar a refletir sobre o homem e a sociedade naquilo que têm de essencial.
Deste modo, considerando o grande avanço tecnológico alcançado, observamos que a relação entre educação, mídia e formação humana é fundamental. Contudo, para os propósitos deste texto, ressaltamos um aspecto particular: a importância de não esquecermos a dimensão humanizadora do processo educativo.
Para isso, recorremos a um clássico do pensamento ocidental: Tomás de Aquino. Compreendemos que as idéias deste teólogo dominicano do século XIII pode nos ajudar a refletir sobre a formação humana.
Terezinha Oliveira afirma que Tomás de Aquino foi um pensador preocupado com a organização da cidade no século XIII. Por isso, discutiu, por exemplo, sobre a necessidade de os homens aprenderem a ser caridosos para o bem viver na cidade, caracterizada pela diversidade. Por isso, há em Tomás de Aquino a preocupação com a formação do homem em sua totalidade.
De acordo com Etienne Gilson, este teólogo buscou em Aristóteles a idéia de que o homem é uma totalidade de corpo e alma, de intelecto e de vontade. Além disso, acreditava também que o ser humano não nasce pronto e acabado. O homem é, pois, um animal que precisa ser educado para tornar-se homem.
Em Do governo do príncipe, mestre Tomás afirma, fundamentado em Aristóteles, que o homem tem que recorrer à razão para garantir sua sobrevivência, pois não é naturalmente dotado dos recursos para esta tarefa. Deste modo, o conhecimento é essencial para o homem, para que possa viabilizar a própria existência. Porém, o homem não nasce com o conhecimento, como ressaltamos acima.
Nesse sentido, podemos verificar que, de acordo com mestre Tomás, a educação adquire um caráter humanizador, no sentido de que este processo proporciona ao homem o movimento pelo qual pode desenvolver a razão, o conhecimento.
Sabemos que o homem de que fala o teólogo/filósofo é o homem citadino do século XIII, mas as sua reflexões nos remetem às questões mais amplas sobre a formação humana.
Assim, devemos pensar sobre o homem que queremos para a sociedade contemporânea, marcada pelo grande desenvolvimento técnico. Entendemos que este processo de aprimoramento tecnológico não deve absorver a importância de uma educação voltada para a humanização, compreendida como a formação do homem em sua totalidade. RAFAEL SANTIN

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

ARTE COM FOLHAS


Mais um belo trabalho com a utilização de elementos da natureza. Encontrei-o na galeria da Irina.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

QUERO VER VERDEJAR


As cenas deste vídeo nada mais são do que a reprodução de um livro, cuja leitura reputo imprescindível para os amantes do bom e do belo.Lançado em 2009, pela Editora Multifoco, o livro QUERO VER VERDEJAR, da também cantora e compositora FLÁVIA MUNIZ, pode ser colorido e vem com um CD. Quero ver verdejar é uma história em quadrinhos inspirada no respeito, no amor, nos direitos humanos e na educação. Para encomendar o seu envie um e-mail para: queroververdejar@gmail.com.
OBS.: O título da música que acompanha o clip é o mesmo que dá nome ao livro.

Ofereça-o de presente aos amigos e a você mesmo (a).

sábado, 2 de janeiro de 2010

ARTE COM FOLHAS DE ÁRVORES





IDÉIAS ORIGINAIS ENCONTRADAS NO ÁLBUM PICASA DE RÁGICA.

FAZENDO ARTE