
domingo, 31 de janeiro de 2010
BOLSA - FAMÍLIA

sábado, 30 de janeiro de 2010
SELINHO E PROMOÇÃO

Recebi este selinho da minha amiga Vanessa Vieira do blog Transformando vidas.
Agradeço pelo carinho e gentileza.
Minha resposta:
Em 2010 eu quero:
- Tornar-me uma pessoa mais tolerante, mais generosa e mais confiante;
- melhorar profissionalmente (será preciso continuar estudando);
- ser uma mãe mais presente e participante.
REPASSO O SELINHO PARA:
Célia, do blog Deficiência visual e educação;
Cléa Schelbauer, do blog Professora Cléa; e
Gisele Brasil, do blog Vaca amarela impressóes pedagógicas.
REGRAS:
1. Postar o selinho;
2. responder à questão: Em 2010 eu quero...;
3. Indicar três blogs para o repasse do selinho;
4. Aguardar o resultado da promoção que o acompanha e que consiste no seguinte:
Os participantes concorrerão a três livros previamente listados. Dois deles serão sorteados e o terceiro será oferecido para quem apresentar a melhor resposta à indagação "Em 2010 eu quero...".
A criadora deste selinho e da promoção que o acompanha é a Elaine do blog http://elainegaspareto.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
IMAGINE
Professor surdo, oralizado (treinado para pronunciar), leva turma de alunos "normais", para assistirem a uma apresentação musical de surdos.

sábado, 16 de janeiro de 2010
INSTRUÇÕES PARA CORRUPTOS

VOILÀ.

sábado, 16 de janeiro de 2010
SELINHO


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
BLOG MARIA MARACUJÁ

Não deixe de visitar o blog e de se inteirar do belíssimo trabalho proposto pelo Maria Maracujá, até porque, iniciativas como esta devem ser, além de prestigiadas, copiadas e levadas adiante com gosto.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
SOBRE ALBERT CAMUS - um texto de Maria Clara Luchetti Bingemer

Maria Clara Lucchetti Bingemer
No dia quatro de janeiro de 1960, há exatamente cinqüenta anos atrás, morria Albert Camus. De acidente e prematuramente. De surpresa, como era sua vida e sua obra. Homem de extremo talento, francês argelino, filho de mulher simples e afetuosa a quem sempre dedicou grande afeto. O pai morreu na guerra de 1914, o que obrigou a mãe a mudar-se para um bairro operário, fazendo com que o filho conhecesse cedo a mordida da pobreza e da dificuldade de vida.
Escritor brilhante e pensador instigante, Camus desde cedo se debateu entre a grandeza de seu espírito e o fascínio pela Transcendência que o levou inclusive a elaborar sua tese de doutorado sobre Santo Agostinho e, ao receber o Premio Nobel de literatura, a recolher-se antes de ir à Suécia, nos aposentos da filósofa e mística Simone Weil, a quem muito admirava e o absurdo da existência que o levava a questionamentos bem próximos da Teodicéia.
No entanto, não se devem simplificar suas posições sobre a existência de Deus dizendo-o simplesmente ateu. Camus é na verdade, anti-teísta. Critica o Deus que a Tradição das Igrejas cristãs disseminaram no Ocidente questionando-lhe a veracidade diante do sofrimento do mundo e da existência do mal. A existência humana é por ele entendida a partir do mito de Sísifo, que se esforça descomunalmente para levar morro acima uma enorme pedra e a cada dois passos que vence na subida, é forçado a descer outros tantos e mais pelo peso da pedra. O absurdo deste perpétuo e fracassado esforço leva Camus a questionar-se se realmente existe um sentido para a vida e a perguntar-se por que o Criador permanece em silencio diante de tantos mistério insondáveis.
Talvez entre seus livros, o que mais questione a teologia seja o maravilhoso romance “A peste”. Em uma cidade que pode ser o mundo, ratos desencadeiam uma mortal epidemia que não poupa ninguém. Pouco a pouco todos vão caindo: mulheres, jovens, crianças, vitimados pela horrível doença que não escolhe suas vítimas. O protagonista, o médico Rieux, ateu, se pergunta incessantemente, enquanto dedica o melhor de seus jovens anos a cuidar dos doentes terminais: Por quê? Por quê?
Seu jovem auxiliar, Tarrou, morre em seus braços, e a pergunta não cessa de lhe vir aos lábios: Pode-se ser um santo sem Deus? Confrontado com o personagem de Rieux, o Pe. Paneloux afirma a existência de Deus com o discurso tradicional da fé. O romance termina e todos os que o lemos sabemos que a pergunta de Camus não é sem fundamento. Porque conhecemos tantos e tantas pessoas que viveram e vivem essa santidade sem Deus; esse ateísmo honesto e cheio de espírito que recusa um Deus imposto que nada lhes diz e que se resume a uma repetição de fórmulas e normas sem uma experiência que faça sentido e uma prática coerente.
As jovens gerações já não lêem Camus, sua obra literária e filosófica. Juntamente com Sartre, foi responsável por toda uma corrente de pensamento que revolucionou o pensamento do século XX, o existencialismo. Em tempos de razão tão cínica e cética como os nossos, haveria que volver a estudar Camus – ouso dizer – mais que Sartre. Como não voltar a seus fascinantes romances “O estrangeiro”, “A peste”, a seus ensaios profundos “O mito de Sísifo”, enfim como não debater todas as questões tão profundas e tão atuais que esse argelino levantou não apenas para uma geração mas para todas, inclusive a nossa?
Do limiar da segunda década do século XXI, em plena secularização, quando a vivencia da fé tem que enfrentar-se com uma cada vez maior desinstitucionalização, a teologia mesmo se pergunta diante da obra camusiana: como dialogar com os santos sem Deus, com os místicos sem Igreja do mundo de hoje? Não seriam talvez eles e elas os grandes parceiros e interlocutores dos quais deveríamos aproximar-nos para tentar construir um mundo melhor? Que os cinqüenta anos da morte de Camus e sua celebração possam inspirar-nos neste sentido.
Fonte: AMAI-VOS.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
LIBERDADE

sempre cecília...
Liberdade
Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à propria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam "Liberdade, Igualdade e Fraternidade!"; nossos avós cantaram: "Ou ficar a Pátria livre/ou morrer pelo Brasil!"; nossos pais pediam: "Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós", e nós nos recordamos todos os dias que "o sol da liberdade em raios fúlgidos/brilhou no céu da Pátria..." - em certo instante.
Somos, pois criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.
Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes.
Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir. (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa no percurso...)
Os papagaisos vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento!...
Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.
E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos!...
São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso de LIBERDADE. Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.
Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos que falam de asas, de raios fúlgidos - linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...
MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. Editora Record. Rio de janeiro-RJ, p.9.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
GUIA TEÓRICO DO ALFABETIZADOR

Ótima leitura para os alfabetizadores, o livro GUIA TEÓRICO DO ALFABETIZADOR, escrito por Miriam Lemle, da editora Ática, trata de conceitos referentes aos sons da fala, à relação entre os sons da fala e as letras da língua escrita, às diferentes maneiras como essas variações de pronúncia podem afetar a aprendizagem da língua escrita e à distinção entre língua escrita e língua falada.
Referência: LEMLE, Miriam. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo: Ática, 2007.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
POR ONDE ANDARÁ A TAL CIDADANIA?
Vim para casa pensando com os meus botões: "pois é, minha cara, este mundo tão vasto está repleto de gente que diz "faça o que digo, não faça o que faço!" E me recordei de um outro ditado, não menos caro: "as palavras soam, os exemplos retumbam."
Não me julguem com severidade e sem conhecimento de causa. Por favor, não suponham que tais sentimentos são frutos de ânimos exaltados, ou de uma visão distorcida dos fatos, porque o mea culpa que fiz antes de expor os meus pensamentos marcou cada palavra aqui registrada com o sinete da veracidade. Estou absolutamente convicta daquilo que falo.
E naõ, não estou clamando por um tratamento diferenciado, cerimonioso. O que quero, o que exijo, é o tratamento que mereço, que todos nós, enquanto cidadãos e pagadores de impostos merecemos. O que diriam aqueles mesmos funcionários se estivessem aguardando por um atendimento na fila de um banco? Não seriam eles assaltados pelos mesmos sentimentos e cosntatações que ora me provocam dissabores? E se alguém os atendesse do mesmo modo como fui atendida, a que conclusões chegariam? Certamente eles se dariam conta da sua condição de sujeitos espoliados daquile que constitui o seu direito mais simples: o de ser tratado como gente!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
PARA SEMPRE...CECÍLIA MEIRELES

A arte de ser feliz
Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dia límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz!
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de fores. Para aonde iam aquelas flores? quem as comprava? em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? e que mãos as tinham criado? e que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira largava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu que participava do auditório imaginava os assuntos e suas peripécias – e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. Editora Record. Rio de janeiro-RJ, p. 24.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
EDUCAÇÃO X MÍDIA X FORMAÇÃO HUMANA
Educação, mídia e formação humana na sociedade da informação e do conhecimento.
A educação é um processo com o qual as sociedades se preocuparam ao longo da história. Com efeito, segundo Émile Durkheim, a educação consiste na ação que os adultos realizam sobre os mais jovens com o fim de prepará-los para a vida em sociedade. Nesse sentido, este importante sociólogo do século XIX afirma que o processo educativo dá-se de maneira diversa nas diferentes civilizações. Os atenienses, por exemplo, preocupavam-se em formar o cidadão da polis e, por isso, privilegiavam alguns princípios, valores, normas e conhecimentos a serem transmitidos às novas gerações, de modo que a própria sociedade da qual faziam parte se conservasse e desenvolvesse.
Nesta perspectiva, podemos refletir sobre a educação no contexto da sociedade ocidental contemporânea. Evidentemente, a discussão sobre a educação na atualidade é vasta e complicada, refletindo a complexidade do próprio fenômeno. Um dos aspectos bastante importante é a formação do ‘usuário’ das tecnologias de informação e comunicação. Alguns autores, como Nelson Pretto e Vani Kenski, analisam este tópico numa perspectiva crítica, ressaltando que o próprio uso de novas tecnologias na escola evidencia a preocupação equivocada de educar os homens para ‘consumir’ as tecnologias e as informações. Pretto afirma que, diante disso, é preciso mudar a forma de educar, considerando o acelerado processo de inovação tecnológica e de disseminação de informações como parte do movimento histórico da sociedade contemporânea. Entendemos que isto significa não negligenciar a necessidade de formar o homem em sua totalidade.
Para pensarmos a formação humana na perspectiva da totalidade, recorremos outra vez às idéias de Durkheim.
Em Educação e Sociologia, Durkheim afirma que a educação é um processo uno e múltiplo ao mesmo tempo. Uno porque tende transmitir princípios e conhecimentos necessários a todos os indivíduos que compõem uma sociedade e múltipla porque as pessoas ocupam diferentes lugares e desempenham diferentes funções. Assim, na perspectiva deste autor, a educação teria uma dimensão geral e outra particular, relacionadas no sentido de que ambas são essenciais para a organização social.
Entendemos que é um erro transpor para a contemporaneidade o pensamento de um autor do século XIX. De acordo com Marc Bloch, importante historiador do século XX, é equivocado considerar que estudar o passado pode fornecer-nos subsídios para resolvermos os problemas do presente. Contudo, autores clássicos, como Durkheim, podem nos ajudar a refletir sobre o homem e a sociedade naquilo que têm de essencial.
Deste modo, considerando o grande avanço tecnológico alcançado, observamos que a relação entre educação, mídia e formação humana é fundamental. Contudo, para os propósitos deste texto, ressaltamos um aspecto particular: a importância de não esquecermos a dimensão humanizadora do processo educativo.
Para isso, recorremos a um clássico do pensamento ocidental: Tomás de Aquino. Compreendemos que as idéias deste teólogo dominicano do século XIII pode nos ajudar a refletir sobre a formação humana.
Terezinha Oliveira afirma que Tomás de Aquino foi um pensador preocupado com a organização da cidade no século XIII. Por isso, discutiu, por exemplo, sobre a necessidade de os homens aprenderem a ser caridosos para o bem viver na cidade, caracterizada pela diversidade. Por isso, há em Tomás de Aquino a preocupação com a formação do homem em sua totalidade.
De acordo com Etienne Gilson, este teólogo buscou em Aristóteles a idéia de que o homem é uma totalidade de corpo e alma, de intelecto e de vontade. Além disso, acreditava também que o ser humano não nasce pronto e acabado. O homem é, pois, um animal que precisa ser educado para tornar-se homem.
Em Do governo do príncipe, mestre Tomás afirma, fundamentado em Aristóteles, que o homem tem que recorrer à razão para garantir sua sobrevivência, pois não é naturalmente dotado dos recursos para esta tarefa. Deste modo, o conhecimento é essencial para o homem, para que possa viabilizar a própria existência. Porém, o homem não nasce com o conhecimento, como ressaltamos acima.
Nesse sentido, podemos verificar que, de acordo com mestre Tomás, a educação adquire um caráter humanizador, no sentido de que este processo proporciona ao homem o movimento pelo qual pode desenvolver a razão, o conhecimento.
Sabemos que o homem de que fala o teólogo/filósofo é o homem citadino do século XIII, mas as sua reflexões nos remetem às questões mais amplas sobre a formação humana.
Assim, devemos pensar sobre o homem que queremos para a sociedade contemporânea, marcada pelo grande desenvolvimento técnico. Entendemos que este processo de aprimoramento tecnológico não deve absorver a importância de uma educação voltada para a humanização, compreendida como a formação do homem em sua totalidade. RAFAEL SANTIN
