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sexta-feira, 6 de julho de 2012

CARTOGRAFIA: COMO TRABALHAR

OBS.: Copiei essa postagem do blog PATRICIA EDUCADORA, professora de geografia do Estado de Rondônia,  especializada em educação especial. O blog está recheado de postagens excelentes, tanto que não resisti: copiei e colei, porque o conhecimento deve ser difundido, espalhado, feito pó de pirlimpimpim.



Oficinas para trabalhar cartografia
Atividade 1 - Eu, um ponto de referência

1 – Apresentação do problema

Objetivos:
- Localizar no espaço os objetos e pessoas que se encontram ao meu redor;
- Desenvolver as primeiras noções de referência espacial (lateralidade).

2 - Levantamento de hipóteses:

Se você estiver de frente para um amigo, a mão direita dele estará do mesmo lado que a sua?

HIPÓTESES:
Acho que sim: (n° de alunos)
Acho que não: (n° de alunos)


3 – Experimentação

Aos pares, um aluno de frente para o outro, realizam movimentos coordenados de acordo com os comandos do professor:
- Dêem a mão direita;
- Ergam o braço esquerdo;
- Toquem com a mão direita, o pé esquerdo do companheiro;
- Pulem com o pé esquerdo;
- Com a mão esquerda, toquem o pé esquerdo do companheiro;

Esta experimentação pode também ser repetida com um aluno na frente do outro, ou mesmo ao lado do outro. Os alunos podem fazer um círculo em cada grupo e o professor orientar:
- coloque a mão direita no colega que está à sua esquerda;
- coloque o pé esquerdo um passo à frente, etc.

Explorar (esquerdo, direito) e também (na frente, atrás) (em cima, embaixo). “Através da atividade descobrimos que quando estamos de frente para um amigo, a nossa mão direita não fica do mesmo lado. Na atividade nossas mãos se cruzaram.” Helena Rio - 1° B


4 – Discussão.

Questionar os grupos onde houve mais erros: na noção (em cima, embaixo); (na frente, atrás) ou (esquerdo-direito) ? Como cada um faz para saber qual seu pé direito e qual seu pé esquerdo?


5 – Registro

Após a discussão nos grupos cada aluno produz um texto sobre o que fez, o que aconteceu, o que aprendeu e quais as dificuldades encontradas. Não se esqueça de fechar a atividade com um registro coletivo de toda a turma.


Atividade 2 - Mapa do eu

1 – Apresentação do problema

Desafio: Como posso representar o meu corpo?

Objetivos:
- Traçar o contorno do próprio corpo;
- Valer-se do desenho traçado do corpo para explorar detalhes do próprio corpo e para encontrar medida relativa à altura e estabelecer comparações.

2 – Levantamento de hipóteses

- através de um boneco de pano;
- através de uma fotografia;
- de um desenho num papel do caderno;
- através de um desenho do tamanho real.

3 – Experimentação

- Escolha um colega para fazer esta atividade junto com você;
- Deite-se no chão sobre uma folha de papel maior do que você,
- Peça a um colega para fazer o contorno do seu corpo;
- Agora faça o contorno do corpo do seu colega;
- Com uma tesoura, recorte o contorno de seu corpo respeitando os limites;
- Prenda o contorno de seu corpo em uma parede, junto ao de seus colegas;
- Escrever os nomes dos colegas, do menor para o maior. Através da atividade encontramos medidas relativas à altura e estabelecemos comparações.

4– Discussão:

Questionar os grupos se as comparações estabelecidas foram válidas.

5 - Registro:

Após a discussão nos grupos cada aluno produz um texto sobre o que fez, o que aconteceu, o que aprendeu e quais as dificuldades encontradas. Não se esqueça de fechar a atividade com um registro coletivo de toda a turma.


Atividade 3 – Fazendo Representações

1 – Apresentação do problema

Desafios:
Será que uma paisagem pode ser reproduzida como ela é na realidade em uma folha de papel?

Objetivo:
- Trabalhar com representações, empregando desenhos;
- Utilizar símbolos para representar uma paisagem.
- Construir legendas, identificando o significado de símbolos empregados em uma representação.
- Saber que uma legenda pode ser representada de diferentes formas.

2 – Levantamento de hipóteses:

- Se imaginássemos que a forma da palma da mão estivesse representando uma paisagem imaginária, seria possível usar essa forma para reproduzir esse lugar.
- Representar a paisagem numa maquete.

3 – Experimentação

- Material:
- Tinta Guache azul
- Tinta Guache verde
- Pinte a palma da mão de verde (a cor verde representa a vegetação, o conjunto das plantas que existem no lugar e que cobrem todo o terreno);
- Pinte as marcas da mão de azul (a cor azul está representando os rios que existem no lugar);
- Numa folha de papel, estampe a palma da mão;
- Para indicar como os componentes da paisagem estão representados, vamos organizar uma legenda.

LEGENDA:
• = VEGETAÇÃO
• = RIO

- Você percebeu que a legenda está indicando como os componentes da realidade foram representados no papel?
- Para organizar uma legenda, podemos usar: Cores, sinais, traços, formas

4- Discussão

- Questionar os grupos se poderíamos representar a paisagem dos lugares com mais detalhes e maiores informações.

5 – Registro

Após a discussão dos grupos, cada aluno produz um texto sobre o que fez, o que aconteceu, o que aprendeu e quais as diferentes formas apresentadas para representar a paisagem dos lugares. Não se esqueça de fechar a atividade com o registro coletivo de toda a turma.


Atividade 4 – Maquete

1 – Apresentação do problema

Objetivos:
- Identificar diferentes pontos de vista na observação da paisagem de um lugar: horizontal, oblíqua e vertical.
- Reconhecer que a aparência dos objetos muda dependendo da perspectiva a partir da qual eles são observados.

2- Levantamento de hipóteses:

- Os componentes da paisagem podem ser representados por desenhos?
- É possível representá-los de outra forma?
- Se esses elementos fossem representados no seu tamanho natural, seria possível desenhá-los no papel?
- Os elementos da realidade foram desenhados como se estivéssemos vendo tudo de cima para baixo?

3 – Experimentação

- Tendo a escola como ponto de referência, cada grupo escolhe um lugar diferente ao redor da escola.
- Durante o passeio observem alguns pontos de referência;
- Ao voltarem para a sala de aula, desenhem numa folha avulsa o que foi visto. A escola é o ponto de partida e de chegada. No caminho estão os outros pontos de referência.
- Substituam cada elemento do desenho por um símbolo;
- Identifiquem na legenda o que representa cada um deles;
- Compare o desenho com visão de cima para baixo para saber quais elementos estão em lugares diferentes.

Representar a paisagem numa maquete:
- Material:
- Caixas vazias de remédios, de alimentos, de fósforo, de produtos de higiene(sabonete, pasta de dente, etc);
- Papeis coloridos;
- Canudinhos, palitos usados(sorvete, fósforo, doces, etc);
- Raspas de lápis, pedrinhas, grama, folhas seca, gravetos;
- Jornais e revistas;
- Cola, tesoura, barbante.

Mão na massa:
- Cubra as caixas com papel colorido, fazendo desenhos das diferentes construções;
- Para montar as peças, primeiro é preciso conhecer bem o que existe no lugar: as construções, as ruas, as avenidas, os veículos, as árvores, os animais e as pessoas circulando no lugar, também devem ser representadas;
- Aproveitem os croquis do passeio;
- Localizem o prédio(Centro de Referência);
- Completem com a vizinhança, até que o lugar fique todo ocupado.

4 – Discussão:

Reunindo todos os grupos com seus devidos desenhos e maquetes questionar:
- Posição do que está à direita, esquerda, frente, trás da escola(Parque da Ciência)
- Que prédios aparecem na maquete?
- Que prédios são vizinhos do Parque da Ciência?
- Compare as maquetes com visão de cima para baixo para saber quais elementos estão em lugar diferente.

5 – Registro:

Após a discussão do grupo, cada aluno produz um texto sobre o que fez, o que aconteceu, o que aprendeu e quais as dificuldades encontradas. Não se esqueça de fechar a atividade com um registro coletivo de toda a turma.


Atividade 5 – Eu, reduzido no espaço (escalas)

1 – Apresentação do problema

Objetivos:
- Identificar a escala empregada para representar a realidade.
- Estabelecer relação entre o tamanho ou a dimensão real e sua representação em uma escala;
- Compreender a relação entre o grau de redução de uma porção da realidade representada e a presença de mais ou de menos detalhes.

2 – Levantamento de hipóteses:

- Para fazer um mapa, é necessário reduzir elementos e objetos, a fim de que possamos visualizá-los;
- Como é feita essa redução?
- Quantas vezes é menor que o espaço real apresentado?

3 – Experimentação:

- Material: - Balão - Caneta

Mão na massa:
- Encha o balão até que fique do tamanho do seu rosto.
- Desenhe os olhos, sobrancelhas, nariz, boca, orelhas (quanto mais detalhes melhor);
- Meça com a fita métrica e anote a medida no caderno;
- Esvazie o balão e observe a redução do desenho, meça e anote;
- Compare quantas vezes é menor que o espaço real apresentado.

4 – Discussão:

Observando a medida anotada, quantas vezes foi reduzido o desenho do balão vazio em relação à medida do desenho com a dimensão real. Discuta com o grupo a relação entre o grau de redução de uma porção da realidade representada e a presença de mais ou de menos detalhes. Perceber que é preciso reduzir o tamanho dos lugares e de seus elementos para representá-los no papel.

5 – Registro:

Após a discussão no grupo cada aluno produz um texto sobre o que fez, o que aconteceu, o que aprendeu e quais as dificuldades encontradas. Não se esqueça de fechar a atividade com o registro coletivo de toda a turma.


Atividade 6 – Orientando-se nos lugares

1 – Apresentação do problema:

Objetivos: - Orientar-se com a ajuda da bússola;
- Identificar os pontos cardeais e colaterais na rosa-dos-ventos.

2 - Levantamento de hipóteses:

- Como podemos saber onde está o norte, o sul, o leste e o oeste em uma representação? - Como orientar-se em algum lugar?
- Quais os pontos de referência você utilizou?

3 – Experimentação:

Material: Agulha, copo descartável transparente, imã, linha, rolha e folha.

- Consiga uma agulha e use um imã da caixa para imantar a agulha.
- Numa folha, escreva os pontos cardeais (N, S, L, O) e os colaterais (NE, SE, NO, SO).
- Pendure por uma linha, dentro do copo plástico, um pedacinho de rolha para que seja um suporte para a agulha, que deverá ficar suspensa e solta.

Pronto! Você já sabe onde está o norte!. Utilize a bússola que você construiu para encontrar as direções no lugar onde você está e nas plantas que você usar.

4 – Discussão:

Questionar com o grupo se essas direções estão indicadas corretamente. Se coincidiu a agulha da bússola com o norte da planta. Se as duas direções ficaram perfeitamente paralelas.

5- Registro:

Após a discussão nos grupos cada aluno produz um texto sobre o que fez, o que aconteceu, o que aprendeu e quais as dificuldades encontradas. Não se esqueça de fechar a atividade com um registro coletivo de toda a turma.


Fonte: Roteiros Mão na Massa - Prof. Evandro Ferreira Passos

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O BRASIL DE MUITAS GENTES

Fruto do Suor
Raices da América (Tony Osanah/Enrique Bergen)


A terra nova era um paraíso
O milho alto e os rios puros
Dormia o ouro a cobiça ausente
Era o índio senhor do continente
Foram chegando os conquistadores
Os africanos e os aventureiros
O índio altivo se mesclou aos escravos:
Nascia um novo tipo americano.
O interesse fabricou carimbos
O ódio à toa levantou paredes,
A baioneta desenhou fronteiras
E a estupidez nos separou em bandeiras
Tenho um filho desta terra
Foi um amor sem passaporte
Se o gestar foi brasileiro
Não me chames de estrangeiro
Cada pedra, cada rua
Tem um toque de imigrantes
Levantaram com seus sonhos
Um país que não tem donos.
O suor fecunda o solo
E a semente não pergunta
Brasileiro ou imigrante?
Só o fruto é importante.
Não me sintas forasteiro.
Não me invente geografias
Sou tua raça, sou teu povo,
Sou teu irmão no dia-a-dia.

CONTINENTES E OCEANOS

Os jogos pedagógicos sempre ocuparam um lugar privilegiado no coração do estudante, pois não há meio mais divertido e eficaz de aprender do que jogando."Bora" lá: divertir-se e aprender!

PARA JOGAR, CLIQUE SOBRE A IMAGEM.

REGIÕES BRASILEIRAS

Um jeito divertido de aprender quais estados compõem cada região é jogando. Então, vamos lá!
Continue jogando para descobrir onde estão localizados, no mapa do nosso país, os estados brasileiros.

CLIQUE SOBRE A IMAGEM.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A LESTE DO E - ZIRALDO

Estava lendo um livro de geografia quando me deparei com esse belíssimo texto do Ziraldo. Busquei-o na rede. Não o encontrei, então, digitei-o. É de arrepiar.

 
Era uma vez uma letra E
que tinha o melhor emprego do mundo:
ela trabalhava na  Rosa-dos-Ventos.

Você sabe o que é
uma Rosa-dos-Ventos?

É uma rosa sem cheiro
é uma rosa sem espinhos
sem pistilo e sem corola
é uma rosa, uma rosa,
uma rosa, uma rosa...

Não é uma rosa que perfuma
é uma rosa que orienta;
não é uma rosa
de enfeitar a sala
mas de mostrar os caminhos;
não é uma flor
que nasça e cresça,
é uma rosa tranqüila.
É uma rosa desenhada
parada ali no seu canto.
Parada.

Aos pés de todos os mapas
ela orienta os homens
que precisam navegar.
Ela orienta os homens.
Salta mar, salta montanha
salta morro, salta muro
lá vem ele dá do Leste
abrir a porta do Céu
para o  Sol fazer o dia.
E, meu Deus, com que alegria
Elias faz esta festa.
Perdão, Elias é o nome
da letra ali, à direita
da rosa – de seu lado leste –
que é sempre uma letra E
 E
(como o N é o Norte,
como o S é o Sul
 e o W é o Oeste)
nos mapas todos do mundo

Elias é isso aí:
uma letrinha normal.
Não é papa nem é bispo:
é um ponto cardeal.
Pula mar, pula montanha
pula morro, pula muro,
lá vem Elias do escuro
fazendo – lá do Horizonte –
Surgir radiosa a manhã.
É quando diz o menino:
“É dia, vamos, oh, minha irmã!”
E  Elias, cheio de alegria.
prepara a aula de Geografia:
“Me dê  sua mão direita
e agora olhe em frente:
aí está o seu Norte!

(Vá em frente, boa sorte!)
Se tenho sua mão direita
quem está à sua esquerda
este aí o velho Oeste
(cuja cara, todo dia,
eu vejo há zilhões de anos).
E às suas costas, meninos,
pintando o dia de azul
ficam os montes , as terras
e os mares todos do Sul”.
Aí acaba a lição
de Elias, todo loquaz:
“Se oriente, menina!
Se oriente, rapaz!”
ZIRALDO, Alves Pinto. A leste do E. São Paulo: Melhoramentos, 1990. P. 3, 5-7. (Coleção ABZ).